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Tag Archives: jornalismo

Tiago Dória escreveu um post interessante, como de costume, sobre um livro de Nick Bilton, um dos líderes da guinada do NYT. Lá pelo meio do post tem esse trecho interessantíssimo:

Citando o cientista político Benedict Anderson, o pesquisador do NYTimes lembra que a mídia impressa sempre teve uma capacidade de ser “social”. Por utilizar uma linguagem comum, tem a competência de criar “comunidades imaginárias” e um senso de nação.

Com esse raciocínio, Bilton aponta para um detalhe histórico importante. Alguns dos primeiros jornais na Inglaterra vinham com uma folha em branco para que o leitor pudesse escrever algo quando passasse o jornal para frente, para outra pessoa ler.

Ou seja, os jornais vinham com “espaço para comentários”, já havia um senso de conversação e interatividade na mídia impressa.

Para fechar, um trecho interessante sobre storytelling:

Para mim, o livro tem dois pontos altos. Um deles, quando o autor deixa claro que um dos principais desafios da mídia não é mudar de plataforma ou dispositivo (antes papel, agora digital/antes carta dos leitores, agora página no Facebook), mas trabalhar com novas narrativas, conseguir se manter atraente em meio a tantas opções. O desafio é narrativo.


Via Tiago Dória, inclusive o didático título do post.

Fun­da­men­tally, I think, a media inven­tor is some­one who isn’t sat­is­fied with the suite of for­mats that have been handed down to him by his cul­ture (and econ­omy). Novel, novella, short story; album, EP, sin­gle; RPG, RTS, FPS–a media inven­tor doesn’t like those choices. It turns out a media inven­tor feels com­pelled to make the con­tent and the container.

Robin Sloan, via Noah Brier, que por sua vezs mostra uma interface foda do NYT sobre documentos da crise financeira.

The global newspaper market generates 57% of revenue from advertising, the OECD said, although that figure is far higher in many developed countries, most notably in the US, where newspapers are reliant on advertising for 87% of their income.

The figure is 50% in the UK, according to the OECD, and lowest in Japan (35%), which has some of the world’s bestselling newspapers and the highest levels of newspaper penetration.

Online advertising revenues accounted for a “minuscule” proportion of total newspaper revenues – just 4% in 2009.

Minha visão dessa queda livre dos jornais é temerosa. Uma sociedade sem jornais traz tanbém muitos riscos:

“Given the central role of news for democratic societies, the evolution of news creation and distribution are a matter of public interest”, the report’s authors say.

“The question is whether and how the production of high-quality and pluralistic news content can be left to market forces alone”.

The report concludes that “no business and/or revenue sharing models have been found to finance in-depth independent news production. This raises questions as to the supply of high-quality journalism in the longer term.”

Não significa que o governo deve financiar empresários que não souberam se adaptar aos novos tempos, mas sim a conscientização que o papel exercido pelos jornais deve sert mantido, seja lá em qual plataforma.

Via The Guardian

Trabalho irrepreensível da CNN. Storytelling em sua mais nobre essência. O projeto conta a história dos mortos nas guerras do Iraque e do Afeganistão. São relacionados os locais das mortes com os Estados de origem dos militares americanos. Sem falar na arte, que é um esculacho.

Esta é uma frase muito comum na internet, e são grandes as chances do autor ser algum jornalista em sua luta inglória para bolar uma matemática financeira que salve os jornais. Mas, acredite, esta frase começou a ser dita muito antes. Este vídeo, por exemplo, é de 1981!

Tirei esse vídeo dessa apresentação.

That is what real revolutions are like. The old stuff gets broken faster than the new stuff is put in its place.

Existe frase mais foda do que essa para explicar os novos tempos?

Tchau, qr code!

Visual search techniques link online information to paper documents such as newspapers, magazines and posters. Users simply point their camera phone at any area on a page and take a picture. Our technology converts that picture into a link and retrieves the data it points to. This provides a “clickable paper” capability that makes paper documents as interactive as web pages and makes it possible for users to do things like “surf the newspaper.”

We have developed unique technology that converts both patches of text as well as photos and graphics to links. We will shortly deploy several iPhone apps to demonstrate the visual search capability to end-users. At the same time we will also deploy a server architecture (i.e. the Visual Search API) to allow anyone to build their own visual search system with their own content.

Foda, taí uma boa idéia.

Via

Bom texto do Nieman Lab sobre vídeos online e seus desafios:

It’s no surprise that broadcasters have lots of moving pictures, but the “film” has not been easy to make readily accessible for web use and monetization. First off, there are formatting issues — TEM (Thought Equity Motion) does transcoding and digitization here. Then there are issues of knowing what’s in the video: Try finding video through search now, and it’s still far more limited than finding text. That’s a matter of tagging and metatagging, categorizing content to harvest the many keywords within. That takes some speech-to-text technology, a still-evolving art. Then you’ve got rights management and all the little things you have to do to make video commercially, contextually, and instantly available. All of that is what TEM calls “Managed Services.”

O NYT, como sempre, está a frente de seus concorrentes, já que é o primeiro veículo de mídia impressa cliente do TEM.

The New York Times. Video. Three years ago, that seemed like an oxymoron, save the Times’ occasional forays into TV experiments. Now, Times TV pops up in front of us on airplane TVs and news video has become an emerging feature of Times sites. As Apple and NYT staffers plot behind closed doors in the Times building, we can expect that Times video will be a key element of the iPad NYT launch.

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