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Segundo Augusto de Franco, Jane Jacobs foi a primeira pessoa a usar o conceito “Capital Social”, que já naquela época era sinônimo de rede social.

Jane Jacobs está tratando de algo muito mais profundo do que a segurança pública, ao contrário do que quis salientar Fukuyama (1999: 31). Ela investiga a formação do “ser social” que chama de “Entidade real” (com ‘E’ maiúsculo): “É necessário um número surpreendentemente baixo de pessoas que estabeleçam ligação, em comparação com a população total, para consolidar o distrito como uma Entidade real. Bastam cerca de cem pessoas numa população mil vezes maior. Mas essas pessoas precisam dispor de tempo para se descobrir em umas às outras, para investir em colaboração proveitosa – e também para criar raízes nos diversos bairros menores locais ou de interesse específico” (Jacobs, 1961: 147).

Surpreendentemente a passagem acima não gerou nenhuma reflexão mais fecunda, nem por parte dos leitores-admiradores de Jacobs, nem por parte dos teóricos do Capital Social. Mas aqui talvez esteja, ao meu ver, uma das pistas para desvendar a complexa dinâmica das sociedades humanas

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