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Fernad Alphen escreve sobre simplicidade com a simplicidade que lhe é peculiar.

É por causa desse entendimento universal do “Simples, Direto e Fácil” que a propaganda (mas não só a propaganda) não passa de junk food. Aquela comida vagabunda que aguça as mais ignorantes das suas papilas, mata a mais ancestral das fomes e engorda seus depósitos adiposos. Não passa de junk culture. Aquela cultura que agrada seus instintos, não ocupa nenhum espaço no seu hard disk e engorda seu repertório de inutilidades.

O simples também pode tocar o mais profundo dos sentimentos, despertar a mais adormecida das lógicas, ressuscitar o mais represado impulso. Como um haikai de Bashô, como as 4 notas da nona , como um Sempé, que em meia dúzia de traços, resume o drama do personagem. Como um sorriso, um gesto, um olhar, capaz de derreter seu orgulho como um sorvete.

Essa simplicidade aí é o oposto daquela outra e exige reflexão. Exige senso crítico. Exige coragem. Exige inteligência. Pode até exigir tempo para nascer e tempo para apreciar e entender.

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