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Tag Archives: crise

Saiba você que o endividamento dos brasileiros bateu recorde. Agora a conta chega a R$555 bilhões de reais!

Nunca o brasileiro deveu tanto. Entre cartões de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, empréstimos para compra de veículos, imóveis – incluindo os recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) -, a dívida das famílias atingiu no fim do ano passado R$ 555 bilhões. O valor é quase 40% da renda anual da população, que engloba a massa nacional de rendimentos do trabalho e os benefícios pagos pela Previdência Social.

“O endividamento do consumidor é recorde”, afirma o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Ele fez um estudo, a pedido do Estado, para medir o grau de endividamento das famílias. Constatou que, se os bancos resolvessem cobrar toda a dívida, levando em conta o empréstimo principal e os juros, de uma só vez, cada brasileiro teria de entregar quase cinco meses de rendimentos.

Porra, e ainda tem idiota por aí otimista!

Para Borges, enquanto o brasileiro continuar empregado – o que, na opinião dele, é o cenário mais provável -, o aumento do grau de endividamento das famílias não necessariamente vai representar elevação da taxa de inadimplência.

Segundo o economista, o risco de alta da inadimplência fica adiado para 2011, quando o emprego e o ritmo de atividade devem crescer mais lentamente.

De enomista não tnho nada, mas afirmo sem medo errar que o sucesso de um país depende da sua capcidade de poupança. Das famílias e do governo. Bem, como do governo não podemos esperar nada a não ser déficitis, resta ler a noticia acima e dizer FUDEU!

In yet another analysis of the causes behind the current financial crisis, it turns out that vehicle ownership and a lack of access to public transportation may be just as predictive of mortgage foreclosure rates as low credit scores and high debt-to-income ratios.

Such are the results of a study, commissioned by the Natural Resources Defense Council, of foreclosure rates in San Francisco, Chicago and Jacksonville, Florida. The survey found mortgage holders were less likely to face foreclosure (.pdf) if they lived in “compact” neighborhoods with sufficient public transit to make owning a car optional. For example, a hypothetical borrower in the Chicago area with a credit score of 680, a debt to income ratio of 41 percent and a 20 percent down payment would be 2.7 percent more likely to default if the home is in a sprawling suburb instead of a compact urban area.

According to the study authors, living in a location-efficient area provides a greater buffer against volatile transportation costs, which even before fuel prices spiked in 2008 accounted for as much as 17 percent of an average household’s income. This also may explain why vehicle ownership was predictive of mortgage default. The term “location efficient” refers to communities with several transportation options beyond owning a car.

Economia é um assunto fascinante.

Via Wired

Se tem uma parada que eu gosto é economia. E a notícia que o Obama vai propor um congelamento nos gastos de “non-defense discretionary spending” bem no meio de uma puta depressão é pra lá de preocupante. Eis uma boa análise:

As one deficit-hawk journalist of my acquaintance says this evening, this is a perfect example of the fundamental unseriousness of Barack Obama and his administration: rather than make proposals that will actually tackle the long-term deficit in a serious way–either through future tax increases triggered by excessive deficits or through future entitlement spending caps triggered by excessive deficits–he comes up with a proposal that does short-term harm to the economy as an alternative to tackling the deficit in any serious and significant way.

O Umair Haque é um dos que são radicalmente contra às medidas, como se pode ver em seus tweets:

america’s now an austerity program. welcome to the final stage of national decline.

Budget freeze b/c of the bond market? oh, you mean the guys that CAUSED A MASSIVE GLOBAL CRISIS? wtf. my pet hamster’s smarter than obama

every half decent economist in the world pretty much agrees. this is NOT politics, folks. it’s economic suicide.

Here’s the score. we spent huge $ on bailing out banks. that $ is now going to be cut from YOUR services. “austerity” begins with you.

Implications: double-dip recession almost 100%, income inequality spikes, job creation falls, china transfer accelerates. christ.

Eu muito me interesso por economia. Ainda mais quando o raciocínio segue em uma direção contrária ao senso comum (no caso, um otimismo idiota que faz parecer que não houve crise). É aquela velha máxima: diga-me para onde caminha a humanidade que eu seguirei na direção contrária. Pois bem, é de Carlos Lessa a melhor leitura sobre o enfrentamento da crise. Em entrevista ao Globo, ele critica o pragmatismo da política econômica.

“Endividar em massa as famílias brasileiras para segurar a indústria automobilística, de eletrodomésticos e o setor imobiliário só garante o presente. “

Pois bem, veja agora este gráfico sobre a economia americana e perceba o quão daninho é o endividamento das famílias em uma economia.

Continuando a marcha na direção contrária à corrente, Guilherme Fiúza escreve sobre o papagaio de 140 bilhões que o Lula nos deixou neste ano de 2009.

O rombo nas contas públicas em 2009 cresceu módicos 278%. É a fartura postiça do Plano Dilma… Mas não haverá problema. O Datafolha acaba de apontar Lula como o brasileiro mais confiável. Emprestem, portanto, esse dinheiro a ele. Deus lhes pague (sem recibo, que isso não se usa mais)… Se Deus der calote, não adianta cobrar de Lula. Os dois hoje são praticamente a mesma pessoa.

Não precisa enfiar a mão no bolso para pagar o banquete de 140 bilhões. Deixe que Lula faz isso por você, do jeitinho de sempre: aumenta mais um poquinho a Cide, a Cofins e outras sopas de letrinhas que você nem nota no cardápio; segura sua restituição de imposto e aplica no mercado financeiro; diminui o superávit e joga dívida para depois de amanhã, que ele não vai mais estar aí mesmo; deixa as linhas de transmissão de energia como estão e negocia um cessar-fogo com São Pedro.

E para fechar, George Soros prevê uma nova paulada na economia global, só não sabe se em 2010 ou 2011. A causa é a mesma da crise atual: falta de regulamentação. Mas o cara vai além, relacionando este problema a soberania dos Estados, o que torna praticamente impossível uma regulamentação mundial. E falando em soberania, a China está a nos dar um aperitivo do que está por vir: um protecionismo desenfreado, que embora esteja no começo, já se mostra bem assustador.

Enfim, ignore qualquer sinal de otimismo, se faça de surdo para qualquer euforia. Estamos na merda.

Bruce Nussbaum, da Business Week, é um dos caras que pregam o “design thinking“. Dia desses ele esteve na Coréia para uma palestra sobre a interseção entre design e economia. E para nossa sorte, ele postou em seu blog o texto da palestra, vale muito a pena:

Design has made a revolutionary journey in the past decade from a narrow field able to focus on artifact and aesthetics to a broader space that has the ability to engage and interact with social systems in culture. Design has expanded its tool kit and methodologies to be able to move beyond materiality and the making of stuff to the design of social systems and the transformation of healthcare, transportation, education, shopping. Today, corporations are asking designers to design brand strategies as well as the products and services composing the brands themselves.

Technology used to dominate innovation. Today, technology is everywhere and accessible to all. Design is far more important to innovation than technology.

Eis o fechamento:

I would like to end on a philosophical note. One reason why people are turning to Design today is that it is essentially optimistic. Design has a future-facing perspective and a tool-using core competence. The whole purpose of Design is to make the new. In a world of uncertainty and cascading change, Design can be our navigator. We should embrace it.

O careca é de uma lucidez irritante.

In this film, recorded in NYC last week during Advertising Week, Bob Greenberg (Chairman, CEO & Chief Creative Officer) & Barry Wacksman (EVP, Chief Growth Officer) provide smart, grounded, food-for-thought around agency model re-invention, and particularly around the role of technology in the emerging shape of agencies, post-recession.

It’s of value for a number of reasons. First, because they’re talking from experience rather than about theory – always preferable. But second, they’re not just talking about themselves or about how great they are (though they are clearly very good within the niche they occupy). And so it doesn’t feel preachy. It feels honest and useful. And so no matter whether you’re a tiny & groovy start-up with six people or a networked mega-shop, there are provocations here.

The dissection of the very real differences between CAMPAIGNS, PROGRAMS and PLATFORMS is useful, not least when it comes to resource implications, processes and structures. This seems the key take-out. And two numbers have stayed with me: 25% of their headcount are technologists (where do they get *that* much great talent?). They produce 95% of their output in-house.

Their model won’t be right for the great majority of agencies – they’re still production specialists in many ways – but they at least seem to have a model, and can talk coherently around why it’s right for them. They seem to have worked out how technology can work for them, rather than the reverse.

Smart people. Worth watching.

Via BBH Labs

Palestra foda do John Gerzema sobre a crise.

Tem um slide q é foda demais, sobre a taxa de poupança dos americanos. Irracionalidade para dar e vender. A taxa de poupança dos caras em 2006 é negativa e só encontra paralelo na década de 30!

ted

É por isso que esses malucos são fodas.

Quando estorou a crise, Rick Webb, um dos fundadores do Barbarian Group, enviou um e-mail para os funcionários explicando a crise. Em uma época de irracionalidade, sempre é foda ter alguém lúcido para mostrar o fio da meada:

So, then, Greenspan retired and Bernanke came into office and he was dealt a third kind of shit hand: that of astronomical oil prices, a second war in iraq, $3 a gallon gas and a dollar that was insanely weak in the world market. Everyone was scared of a recession early last year. Ah, how simple that all seems now. Bernanke started off strong and kept interest rates low to plow through a third hit to the economy using the tried and true tools of low interest rates. There was some grumbling about inflation – low interest rates mean cheap money means money buys less means it takes more to buy something means higher prices. If everything had gone swimmingly late last year, Bernanke was turning his eye toward fighting inflation, and would have started raising interest rates, making money more expensive, making it more expensive to buy a house.

Descobri esse e-mail no Noah Brier, que fala em “real calming influence”:

I was amazed by this during the financial crisis last year. As politicians were trying to figure out what to do with TARP there was an incredible lack of clarity about what was going on. I suspect this was because the politicians were being brought up to speed on how the financial system works and they didn’t want everyone to see, but I think it could have been a real calming influence to have someone sit down America and explain what the hell was going on.

Que idéia do caralho!!!

Você já ouviu falar nas pop up stores, lojas temporárias que as marcas abrem em locais de grande concentraçao de publico ou em espaços inesperados. Mas você já tinha ouvido falar em uma pop up agency? A inglesa RKCR/Y&R fez isso na semana passada em Londres. Abriu a RKCR/Y&R Local na regiao de Camden. O objetivo era oferecer criaçao e estrategia para negócios locais – 30 empresários da área foram atendidos, entre eles, uma loja de produtos de surf, um cabeleireiro, uma loja de bebidas e um tatuador. A agência pop up era formada por duas duplas, um planejador e outros voluntários na area de criaçao.

Como eu sou idiota!

Uma matéria da Ad Age explica melhor:

The pop-up concept is part of an ongoing program created by RKCR/Y&R and facilitated by Camden Town Unlimited, an organization of local business owners with a mandate to boost the area’s commercial fortunes

RKCR/Y&R had been working with local government body the Camden Council and CTU for the past year, and had initiated the creation of a Creative Council, bringing in talent from some of the other creatively driven companies in the area, such as MTV, Hugo Boss, Proud Galleries and the Roundhouse. The pop-up-shop idea came out of one of the Creative Council sessions. The program, launched in June, offers a way for local landlords to make use of empty retail space and attract new tenants.

Dá licença que eu vou me açoitar um pouquinho mais.

Da Ad Age, via Blue Bus

Desde o início da crise, 70.000 profissionais foram demitidos só no mercado publicitário norte-americano. Um deles, Erik Proulx, ex redator da Arnold Boston, resolveu fazer um documentário sobre essas pessoas.

Via Media Bistro