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Tag Archives: mercado

Esse belíssimo texto do “Feeding the Puppy” é um dos candidatos a post do mês no blog do Neil Perkin. Pra mim, já ganhou, e olha que um dos concorrentes é o Gareth Kay, com um post que já apareceu aqui. É tão foda que eu copiei do início ao fim.

I’ve been revisiting some of my economic past. I accidentally ended up with a degree in economics & econometrics, after going to study english. But that’s another story.

In rereading Adam Smith’s “The Wealth of Nations”, and in particular the first book on The Division of Labour, there are some really interesting parallels between marketing and agriculture.

No, really. Bear with me.

Firstly, you may or may not be aware of Smith’s principle of the division of labour; “The division of labour, so far as it can be introduced, occasions, in every art, a proportional increase of the productive powers of labour”

Basically by splitting work into precise, proscribed roles for people, means you can do much more with the same amount of labour.

The (famous) example he uses is of pin manufacturers. Rather than have everyone make a pin from beginning to end, one person draws the wire, one person clips it to length, one person puts the head on, one person polishes it, and so on and so forth.

Today, it’s not just a principle for manufacturers, but for service industries too. The machine creates a place for everyone, and works best when everyone stays in their place.

Now, Smith states that the division of labour makes work more effective when there are three things in play:

i) increasing dexterity from performing repetitive tasks

ii) decreased time in passing work between roles

iii) use of technology to reduce the need for labour

The established model of marketing fulfilled those criteria; clients and agencies, and all the departments and people within each, had distinct roles that they became increasingly more dexterous at performing.

They would then pass work along the chain to the next person/division/agency, and everyone would seek to use technology where appropriate to ease labour (e.g. film technology advancements in ad agencies, media flighting tools in media agencies, etc etc).

However, it occurred after reading Smith’s simple outline that we’re currently in a very different place.

Firstly, our tasks are less consistent, more delicate, intricate and different. Complexity (and you should watch Bud Caddell’s ideas on complexity) means that dexterity is harder to achieve than ever; when the thing you do is different every time, how do you become better at it?

Secondly, it’s harder to pass work along, for a myriad of reasons.

We are less clear about who does what between client and agency, agency and agency, and even within agencies themselves. There’s a bun fight about who gets paid for what, or at all. And, fundamentally, increasingly complex ideas are harder to pass along a chain of production, because they take longer to explain and pass over.

Thirdly, rather than simplifying the ways in which we work, in many cases technology is simply making it harder.

We could go end endlessly about it, but the core point is this; advances in technology are there to help what people want to do, not to help what marketers want to do.

So, all in all, marketing is failing to fulfil the criteria that makes the division of labour beneficial.

But then again, Adam Smith didn’t state that the division of labour worked in every endeavour…

“The nature of agriculture does not admit of so many subdivisions of labour, nor of so complete a separation of one business from another.”

“The ploughman, the harrower, the sower of the seed and the reaper of the corn are often the same. The occasions for those different sorts of labour returning with the different seasons of the year, it is impossible that one man should be constantly employed in any one of them.”

“Country workmen are almost everywhere obliged to pay themselves to all the different branches of industry that have so much affinity to one another as to be employed about the same sort of materials”

Which made me wonder; is marketing nowadays increasingly becoming like agriculture as described here?

For instance, there is not such a complete subdivision of tasks, hence the confusion in the client & agency ranks about who does what.

Also, an individual or group of people are less likely to undertake just one role. Complexity of ideas means people will work ‘seasonally’; move from being the ploughman, to the harrower, to the sower of seed… all to keep the idea moving along, as the idea is hard to pass over in it’s entirety to the next worker.

Then, we see all the branches of our industry have an increasing affinity as they are of “the same sort of materials”. Which is why nobody can really claim ownership of the social space, for example… it is what we all do, we are all “employed about the same sort of materials”.

Finally, it feels like we often describe what we do (nurturing ideas, growing communities, developing relationships) in terms that are naturally more organic and agricultural.

So, if marketing is more akin to Smith’s definition of agriculture, what does that suggest?

Well, I worry that we (marketers & agencies) still sell ourselves, or are valued, as manufacturing. And within that, the expectation is that we can utilise the divisions of labour that make that more productive.

However, if we are in fact more agricultural in harness, and increasingly more so, we cannot tap the same efficiencies that a manufacturers division of labour would yield.

Hmmmmmmm…. thoughts?

E como todo post foda, os comentários valem a leitura.

Bom texto do Thiago Marcondes, diretor de arte da Almap, no Update or Die.

Quando jovem, eu era um rebelde. Promovia debates, realizava festas ativistas e me vender ao sistema sempre esteve fora de cogitação. Em algum momento da minha história isso ficou para trás. Talvez uma flexibilidade moral que vem com a maturidade ou simplesmente a conclusão que as coisas são de um certo jeito. Hoje sou publicitário.

Sendo parte essencial de um sistema que eu lutava contra, cheguei a uma conclusão prática que justifica o titulo desse post: É hora da publicidade devolver ao mundo tudo aquilo que ela pegou emprestado todos esses anos.

Algumas questões ainda me assombram e, com certeza, ecoam também na cabeça de alguns de vocês. Até onde você iria? Você que não fuma faria propaganda de cigarro? Você que é tucano faria publicidade para o PT? Você vegetariano faria anúncios para um frigorífico? Ou, talvez , as perguntas certas seriam: quanto eles teriam que pagar? Qual o seu preço?

A publicidade é um dos mercados mais poderosos do mundo. É uma das poucas profissões não públicas que tem um potencial transformador tão grande. Principalmente no Brasil. Slogans publicitários são citados como velhos ditados: o efeito Tostines, assim uma Brastemp, Mil e uma utilidades são usados para exemplificar fatos do nosso dia-a-dia.

Além desse poder mobilizador, estamos vivendo uma situação muito peculiar na publicidade. Na caçada dos views perdidos só a informação, o anúncio no sentido literal, não basta. Temos que realizar algo concreto, oferecer algo mais, seja uma experiência de entretenimento, um serviço ou algo real que provoque o desejo.

Se de um lado temos grandes empresas gastando milhões em campanhas que tentam oferecer algo para as pessoas. Temos de outro, instituições sem fins lucrativos que geram o boca-a-boca tão desejado, sem dinheiro e com muito suor. E para piorar os profissionais são obrigados a dobrar suas horas de trabalho para criar cases premiáveis. Porque isso tudo não pode ser parte de uma coisa só? Por que a Evian não poderia ter feito o case do “Black boy wanting water”? Por que a Apple não poderia ter feito o “Save as WWF, save a tree”? Por que a Samsung não poderia ter feito o “Black Pixel Project”?

As pessoas lembram muito mais o que uma marca faz do que algo que ela disse. Por que isso não pode ser a favor da nossa sociedade? Por que precisamos esperar a máquina corrupta do estado se mexer se podemos gerar awareness ao resolver problemas reais? Temos nas mãos briefings milionários de corporações poderosas, vamos usá-los para o bem de todos nós. Em uma guerrilha onde o inimigo é o desperdício de idéias, que Marx me perdoe, mas… publicitários do mundo, uni-vos!!!

E pra ficar melhor, o primeiro comentário desse post vai, e muito bem, na direção contrária:

Tiago, permita-me discordar.

É claro que há algum espaço para transformação por dentro do sistema, no seu caso usando o milionário budget de marketing destas companhias para promover boas causas. Mas tal ação tem limites – na minha opinião curtos demais para que qualquer transformação mais profunda possa ocorrer por aí.

Companhias são controladas por acionistas que buscam maximizar o lucro, e ao contrário do que Milton Friedman defende, uma companhia ao buscar o máximo lucro não gera o maior bem estar da sociedade. Isso porque sua contabilidade não considera todas as externalidades negativas de sua atuação (como exemplo, considere a irrelevância para uma fábrica de salgadinhos o impacto no sistema público de saúde de uma pior alimentação) nem paga o preço completo das externalidades positivas que recebe dos bens públicos (cidadãos educados pelo estado, rodovias, etc).

Além disso, as grandes corporações são máquinas geradoras de desigualdade. Na Votorantim, por exemplo, os 200 membros da família controladora receberam 2 vezes mais grana em 2010 do que os seus cerca de 50.000 trabalhadores somados – e olha que nem estou distinguindo entre os 100 trabalhadores da diretoria que devem ficar com mais de 30% da renda total dos trabalhadores.

O marketing tem sido a ferramenta fundamental para sustentar e crescer a onda de consumo que marca nosso desenvolvimento desde a revolução industrial, e que se intensifica após a década de 1960. Gradualmente abandonamos a lógica de fazer os melhores produtos possíveis – com longa durabilidade – para fazer os produtos com design mais charmoso, e mais rapidamente substituíveis. Alterar esta tendência – destruidora em termos ambientais e sociais, mas uma máquina de fazer dinheiro para as corporações – é passo essencial para criarmos um mundo melhor!

Se queremos utilizar o marketing para promover o bem comum, acho que o ponto de partida é buscar acabar com esta onda de consumismo. Talvez a promoção de cooprrativas, com uma estrutura proprietária diferente, e uma visão política diferente do mundo também seja um bom início.

Eu acredito profundamente no poder da comunicação. Mas não nos limites estabelecidos dentro das companhias!

Os dois estão certos!

Esse maluco é engraçado e tem uma visão bem ácida do mercado, como se pode ver neste texto:

On Monday, they had a piece titled Cannes Grows Up… Which is the usual ad trade reportage, head firmly shoved up arse exercise, talking about how from next year it will no longer be an “Advertising” festival, it will henceforth become known as an “Effectiveness” festival… Which means exactly fucking what? Perhaps it’s like deciding that the “Oscars” will no longer be a festival for motion pictures, but will become a once a year gang-bang dedicated to determining which movie increased the sales of popcorn by the largest margin, while signing up the highest number of pre-death, crypt buying, vampire movie watching fucktards!

De longe, essa é a melhor definição sobre os festivais:

Advertising award shows have always been a bit of a “nudge-nudge, wink-wink” inside joke for those of us in the business.

Via PSFK

Já que a parada virou hype, uma pequena dose de realidade ministrada pela Forrester Research.

The 3D experience is only good for a handful of viewing experiences. I had one reporter in the run up to CES seriously ask me how long it would take to see the evening news in 3D. I said, “hopefully that will never happen.” 3D viewing requires focused attention, and only a few people can do it at a time because the ideal 3D experience can only occur with a fairly direct view of the TV (don’t let TV makers kid you about viewing angles—you can see the 3D effect from an angle, but it’s distorted and not nearly worth sitting through a 2-hour movie for). Gaming is the ideal environment for 3D—gameheads stare straight at the screen in immersive gameplay for hours. That’s why gaming will lead in 3D. Sports content is the best broadcast content suited for 3D, and movies are next in line.

No artigo o autor aborda ainda outros pontos interessantes e, apesar de apontar gargalos para a tecnologia 3D, se mostra um apaixonado pelo assunto:

You have no idea just how powerful 3D is in the right setting (massive screen, accompanied by surround sound). It has the ability to overwhelm the mind and manipulate our physical reactions (galvanic skin response, heart rate, adrenaline release, pupil dilation, even hormone release) on a level that nothing else can. And we humans have shown that we like such vicarious stimulation.

Licitação para escolher agências já não é lá muito confiável. Pautada então pelos nobres peemedebistas cariocas, nem se fala.

“A Prefeitura do Rio de Janeiro destinará verba de R$ 60 milhões a publicidade, de acordo com edital para contratação de agências publicado nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial Municipal. As propostas serão recebidas até o dia 14 de dezembro.”

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Li no Ad Age que a leo Burnett EUA contratou Susan Credle, que era da BBDO. Bem, até aí, nada demais, nunca ouvi falar nessa mulher. Mas lendo sobre, me deparei com um “roundtable” da Creativity só com nego cascudo do mercado: tem nego da R/GA, Crispin, Mother, Droga5 e por aí vai.

No meio entra em cena a Susan, com uma visão que, embora não seja nova, é sempre válida:

“I worry the way our work is going now, you don’t see a lot of longevity”

Isso é óbvio, mas foda é o que ela fala em seguida acerca deste ccomportamento:

“Clients just spend, they not invest. That’s bad business, it’s not sustainable”

Essa contraposição entre gasto e investimento tendo como parâmetro a longevidade é interessantíssimo.

Que idéia do caralho!!!

Você já ouviu falar nas pop up stores, lojas temporárias que as marcas abrem em locais de grande concentraçao de publico ou em espaços inesperados. Mas você já tinha ouvido falar em uma pop up agency? A inglesa RKCR/Y&R fez isso na semana passada em Londres. Abriu a RKCR/Y&R Local na regiao de Camden. O objetivo era oferecer criaçao e estrategia para negócios locais – 30 empresários da área foram atendidos, entre eles, uma loja de produtos de surf, um cabeleireiro, uma loja de bebidas e um tatuador. A agência pop up era formada por duas duplas, um planejador e outros voluntários na area de criaçao.

Como eu sou idiota!

Uma matéria da Ad Age explica melhor:

The pop-up concept is part of an ongoing program created by RKCR/Y&R and facilitated by Camden Town Unlimited, an organization of local business owners with a mandate to boost the area’s commercial fortunes

RKCR/Y&R had been working with local government body the Camden Council and CTU for the past year, and had initiated the creation of a Creative Council, bringing in talent from some of the other creatively driven companies in the area, such as MTV, Hugo Boss, Proud Galleries and the Roundhouse. The pop-up-shop idea came out of one of the Creative Council sessions. The program, launched in June, offers a way for local landlords to make use of empty retail space and attract new tenants.

Dá licença que eu vou me açoitar um pouquinho mais.

Da Ad Age, via Blue Bus

A Kia do Brasil pagou cerca de R$ 300 mil para ocupar um espaço no “Auto Esporte” do último domingo, informa nesta sexta-feira a coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha de S.Paulo.

Segundo a coluna, o programa exibiu uma reportagem de quatro minutos e trinta e cinco segundos sobre o Kia Soul, novo carro da montadora, e se referiu ao veículo como “carro design” –como a Kia está chamando o automóvel.

A Kia confirmou que o material exibido foi um “publieditorial”. A Globo informou à coluna que não veicula “matéria paga” e que vendeu uma ação de “product placement”.

O “product placement” é um tipo de merchandising sutil, comum no cinema, segundo a coluna.

Da série “redefinindo o conceito de ‘product placement‘”.